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março 13, 2014

Livro The Best of Elvis - A ESTAÇÃO PARA DAR Parte 5




Em 1961 Elvis atuou em Memphis para angariar dinheiro para organizações locais. No ano seguinte as suas obrigações de gravação e filmagens mantiveram-no ocupado para repetir o acontecimento. Em vez disso, enviou vários cheques às caridades que tinha beneficiado no ano anterior e acrescentou várias outras caridades à lista. Em 1962 ele doou 50.000 dólares a 50 associações. Elvis continuou a fazer estes donativos anuais com lealdade até à sua morte.
No início da sua carreira era o próprio Elvis que distribuía os donativos. Em dezembro de 1963, os representantes de 58 organizações reuniram-se no gabinete do Mayor na câmara da cidade. Até mesmo essas pessoas não resistiram a pedir-lhe o autógrafo e ele assinou os envelopes que continham os cheques. Naquele ano as organizações tinham algo especial para lhe dar, uma placa com 1,80m. Elvis brincou, “Santo Deus. É linda, mas talvez vá ter de fazer uma sala especialmente para guardar.” Foi o que acabou por fazer. Hoje, essa placa está na sala dos troféus em Graceland. Gravadas na placa estão os nomes de 50 organizações que Elvis ajudou.



Qualquer aparição de Elvis em público atraía os seus fãs e os órgãos de comunicação social. Ele acabaria por não fazer apresentações pessoais. Enviava as contribuições pelo correio ou pedia ao seu pai para ir entregá-las em seu nome. Um jornal de 1968 noticiou que Elvis tinha conduzido a sua limusine preta Lincoln até aos correios de Whitehaven e tinha enviado pelo correio 140 envelopes, todos endereçados a caridades.
Esse acontecimento anual fazia notícia, mas Elvis sentia que dar era um assunto pessoal. Pediu para que a quantia de dinheiro não fosse publicada. Os jornais noticiavam sempre a história com uma lista de organizações que Elvis ajudava. Quando as quantias de dinheiro não eram disponibilizadas, noticiavam as somas na ordem dos milhares. Às vezes diziam quais tinham sido as quantidades do ano anterior. Em 1968 difundiram as doações do ano de 1966, que tinham sido 105.000 dólares. Nem todas as organizações eram de Memphis. Muitas eram de Nevada com as quais Elvis se familiarizara durante os seus espetáculos em Las Vegas. Algumas eram da Califórnia. Outras do Arizona, Nebraska e South Dakota. Só podemos especular como Elvis se teria envolvido com todas elas.
Elvis abordava seus presentes anuais com a espontaneidade com que partilhava com a sua família e amigos. Considerava cada caridade e dava o que lhe apetecia. Tal como nunca gastamos a mesma quantia de dinheiro todos os Natais nas prendas compradas, Elvis variava sempre as quantias doadas. A lista também era modificada todos os anos. Muitos beneficiários recebiam algo de Elvis todos os anos. Alguns eram omitidos; outros eram acrescentados.
Elvis não tinha nenhuma caridade preferida. Dava a qualquer uma que lhe chamava a atenção. Quase como se tentasse cobrir todas as bases para obter um mundo melhor, Elvis ajudava quase todo o tipo de organização. Apoiava as pesquisas médicas para que pudéssemos ter um mundo livre de câncer, paralisia cerebral, distrofia muscular, e outras doenças debilitantes. Doava ao Exército de Salvação e a outras organizações semelhantes para que os sem-abrigo pudessem ter comida e uma cama quente. Ajudava o Elk’s Club, uma Liga Júnior, e numerosas outras associações orientadas a prestar serviços públicos.
Elvis tinha um fraquinho pelas crianças. Eram feitos donativos a muitos orfanatos e hospitais, numa tentativa de terminar com o sofrimento das crianças. Também ajudava clubes de rapazes, clubes de moças e YMCA’s para levar a recreação àqueles que só tinham as ruas para brincar.
Elvis não reconhecia fronteiras para as raças e religiões. Quando rapaz, tinha escutado e admirado os músicos negros de blues e gospel. Naqueles tempos de segregação e repressão sulista de negros, Elvis permaneceu intocado pelo racismo que existia à sua volta. Aceitava cada indivíduo conforme lhe ia aparecendo na vida. Lauderdale Courts, a casa de Elvis enquanto andou na escola secundária, ficava localizada perto do Pinch District, uma vizinhança predominantemente judaica. Elvis visitava com frequência a Jewish Neighborhood House, e até chegou a ter lá aulas de canto.
Muitas das organizações que Elvis ajudava tinham associações negras ou judias. Deu dinheiro à Orange Mound Day Nursery for Negroes (uma enfermaria para “pretos” - como era chamada na altura), à Jesse Mahan Day Care Center for Negro children (centro de dia para crianças negras) na Dixie Homes Area, à Abe Scharff Branc da YMCA para negros, ao Centro Comunitário de Judeus e à Academia Hebraica de Memphis. E doava praticamente a todas as denominações, quer fossem organizações Baptistas, Católicas ou Episcopais.
Hoje é muito difícil determinar a quantia de dinheiro que Elvis doava todos os dezembros. As organizações mantiveram registos incompletos e a informação que têm está guardada em sótãos e armários. É duvidoso que exista uma lista completa de beneficiários. Mas Elvis nunca intencionou que a lista completa de beneficiários ou a quantia de dinheiro doada fosse tornada pública. Os motivos que o levavam a dar eram superiores a um joguete publicitário ou a um desejo de ser conhecido por um bom rapaz.
Os seus donativos nem sequer eram declarados no seu IRS. Elvis explicou, “A alegria está em dar. Não quero voltar a receber o dinheiro.” Ele dava do coração. Quando cantou If I Can Dream (Se Posso Sonhar), desejava ter um mundo livre de dor e sofrimento. Elvis fazia mais do que sonhar acordado; ele agia. Naquele ano disse, “Sinto-me feliz por estar numa posição em que posso ajudar as organizações, nem que seja pouco. Acredito nas caridades e no que podem fazer pelas pessoas. Devíamos fazer mais para ajudar.”
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Um comentário:

  1. Tem pessoas que a única coisa que sabem a respeito do Elvis é o fato dele ter usado drogas. Não fazem questão de pesquisar sobre os fatos e concluir que ele era dependente de medicamentos (drogas legais), como Michael Jackson. Hoje em dia ninguém diz que Michael morreu de drogas, todos dizem que foi por remédios. Pena que no Brasil, conhecido pelo alto teor de ignorância, até hoje as pessoas acham que Elvis usava cocaína ou maconha pela forma como a Globo noticiou seu falecimento em 1977. Elvis é a melhor referência de artista para mim.

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