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janeiro 17, 2014

G.I. BLUES - Análise Histórica/History




Mudanças Dramáticas - 1960-1961


Depois de um regresso aos estúdios de gravação e ao espetáculo de Sinatra, Elvis regressou a Hollywood em finais de Abril de 1960 para filmar G.I. Blues.

O realizador era Norman Taurog, o homem que iria trabalhar em mais filmes de Elvis Presley do que qualquer outro realizador. Este era o seu primeiro filme de Presley e, durante um período de oito anos, iria realizar um total de nove.

A partnaire de Elvis foi Juliet Prowse, que provou ser uma parceira formidável. A sua presença era muito forte e fez com que muitas outras partnaires futuras de Elvis ficassem na penumbra por comparação.

A música do filme foi de um padrão exemplar – uma vasta gama de material adequadamente ajustado ao tema do filme. A faixa título e outra, Didja’ Ever, tinham um som comercial com um ritmo espantosamente militar. O lançamento em single do filme foi Wooden Heart / Tonight is So Right For Love, e este disco chegou à primeira posição em Março de 1961.

Uma curiosidade em relação à música foi o fato de duas canções completamente diferentes terem surgido em versões diferentes do filme. Na versão inglesa, Elvis cantou Tonight Is So Right for Love e para lançamentos estrangeiros uma canção intitulada Tonight’s All Right For Love foi a substituição. A mudança deve-se a um problema que envolvia direitos de autor.

Um momento humorístico ocorre no filme quando Elvis está cantando com a sua banda e um soldado desinteressado (Ken Becker) insere uma moeda na jukebox. Depois vemos um grande plano da sua escolha – Blue Suede Shoes, de Elvis Presley. Isto faz com que ele e Elvis se envolvam numa luta, mas não sem antes ele comentar, “Quero ouvir o original.” É interessante notar que, até mesmo nesta fase inicial, Elvis estava bem disposto a gozar com a sua própria imagem. O álbum da trilha-sonora, como um todo, foi de primeira classe, e ganhou um bem merecido Disco de Ouro.

Não há um único momento em todo o filme em que Elvis seja visto sem farda (podemos seguramente colocar de lado a cena no duche). A fórmula funcionou muito bem. O filme estabeleceu uma base sólida para o padrão estereotipado que iria continuar até 1967, com consequências duradouras e nefastas. No entanto, tendo dito isto, G.I. Blues foi um filme extremamente divertido. A música foi de primeira classe; o elenco de apoio era excelente (e um desempenho particularmente bom de Arch Johnson como o sargento infernizado) e, neste papel algo travesso, Elvis saiu-se bastante bem.

Já tinham sido feitas algumas filmagens na Alemanha, mas sem a participação de Elvis, devido aos seus compromissos militares. Um duplo bastante notório foi utilizado para essas cenas europeias, um problema que viria a tornar-se cada vez pior e de forma bastante injustificável em filmes posteriores.

Algo divertida da época informa-nos que, imediatamente após a saída de Elvis da Alemanha, o Coronel Parker mandou fazer jornais falsos, com os cabeçalhos “ELVIS VOLTA PARA A TROPA.” E envio-os de imediato para o produtor Hal Wallis, que quase desmaiou de susto quando os viu. Já se tinha dedicado tanto tempo e dinheiro em G.I. Blues antes de Elvis começar a filmar em Hollywood, que teria causado um furor considerável nos Estúdios da Paramount, caso estas “notícias” sensacionais de Parker tivessem sido verdadeiras.

Por um qualquer motivo inexplicável, depois do relançamento do filme em 1974, e em exibições televisivas subsequentes, Elvis foi listado no elenco com Tulsa McCAuley, quando de fato o personagem que representou se chamava Tulsa McLean.

Um aspecto que nos parece estranho neste filme – considerando que este foi bastante cuidadosamente concebido como o primeiro filme de Elvis Presley “direcionado à família” e tinha a classificação U – foi o tema central da história que de forma inegável questiona a moral. A aposta no enredo, para ver se Elvis conseguia passar uma noite inteira sozinho com Juliet Prowse tem de ser considerada realisticamente. Ao passar a noite no seu apartamento, o que era suposto os dois fazerem? O que é que, na realidade, uma audiência de cinema de 1960 estaria à espera que eles fizessem? Jogar cartas? Duvidamos muito. Esta “indelicadeza” já tinha sido, de fato, evidenciada antes em King Creole, quando Elvis, no papel de Danny Fisher, leva a inocente Dolores Hart até um hotel rasca com o pretexto de que tinha sido convidado para uma festa que estava acontecendo por lá. Ele chega mesmo a dar-lhe um nome falso e diz chamar-se “George”. Depois de se aperceber que ela não está interessada na sua rude sedução, e sentindo-se bastante envergonhado desta sua tentativa falhada, ele afirma, “Desculpa, mas pensei que soubesses como é.” As intenções do personagem eram bastante óbvias e decididamente tudo menos honráveis. Nenhum destes exemplos poderia ser considerado chocante ou explícito seja de que forma fora – longe disso; mas com G.I.  Blues em particular, foi uma estranha escolha de história com a qual iniciar a imagem “familiar.” Todavia, o filme foi imensamente bem sucedido e estabeleceu com firmeza Elvis como uma atração de bilheteira.

Following a return to the recording studios, and the Sinatra show, Elvis went back to  Hollywood in late April 1960 to film G.I. Blues.



The director was Norman Taurog, the man who was to work on more Elvis Presley films than any other director. This was his first Presley feature, and over a period of eight years, he would direct a total of nine.



Elvis’s leading lady was Juliet Prowse, who proved to be a formidable partner. Her  presence was very strong, and greatly overshadowed many of Elvis’s future leading ladies.



The music in the film was of exemplary standard – a wide choice of material appropriately befitting the film’s theme. The title song and another, Didja’ Ever, had an astonishingly commercial-sounding military beat. The single release from the film was Wooden Heart / Tonight is So Right For Love, and this record made the number one spot in March 1961.



A curiosity regarding the music was the fact that two completely different songs appeared in separate versions of the film. In the English-speaking version, Elvis sang Tonight Is So Right for Love, and for foreign release a song called Tonight’s All Right For Love was the replacement. The reason for this change was due to a copyright problem.



A humorous moment occurs in the film when Elvis is singing with the combo and an uninterested soldier (Ken Becker) inserts a coin in the jukebox. We then see a close-up of his choice – Blue Suede Shoes by Elvis Presley. This results in both he and Elvis having a fist fight, but not before he remarks, “I want to hear the original”. It is interesting to note that, even at this early stage, Elvis was quite willing to poke fun at his own image.



The soundtrack album, as a whole, was first-class, and won a well-deserved Gold Award.



There is not one moment in the film where Elvis is seen sans uniform (we can safely discount the shower scene). The formula worked very well. This film laid a solid foundation for the stereotypical pattern that was to continue through to 1967, with lasting, damaging consequences. That said, however, G.I. Blues was an extremely entertaining film. The music score was first-rate; the supporting cast was excellent (an especially fine performance by Arch Johnson as the harassed sergeant), and into his somewhat roguish role Elvis fitted quite nicely.



Some filming had already been done in Germany, but without Elvis’s participation, due to his military commitments. A very noticeable double was used for those European scenes, a problem which was to become even worse, and quite inexcusable in later films.



A rather amusing anecdote from the time informs us that, immediately before Elvis left Germany, Colonel Parker had fake newspapers printed, with the emblazoned headlines “ELVIS RE-ENLISTS”. These he promptly dispatched to producer Hal Wallis who almost collapsed with fright when he saw them. So much time and finance had been laid out on G.I.Blues prior to Elvis’s actual shooting in Hollywood, that it would have caused a considerable furore with Paramount Studios, had Parker’s sensational “news” had been true.



For some inexplicable reason, upon the film’s re-release in 1974, and in subsequent  TV screenings, Elvis was listed in the cast as Tulsa McCauley, when in fact the character he played was called Tulsa McLean.



One point that strucks us about this film – considering that this was quite carefully designed as the first “family appeal” Elvis Presley movie, and indeed carried a U certificate – was that the central theme of the  story has undeniably questionable morals. The wager in the plot, to see if Elvis could spend an entire night  alone with Juliet Prowse, has to be considered realistically. In spending a night at her flat, what were they supposed to be doing? What, indeed, would a cinema audience of 1960 expect them to be doing? Playing cards? We hardly think so. This “indelicacy” was, in fact, earlier evidenced in King Creole, when Elvis, as Danny Fisher, takes the innocent Dolores Hart to a seedy hotel under the pretext that he has been invited to a party there. He even gives her a false name and calls himself “George”. Upon realizing that she wants no part of his crude seduction, and feeling rather ashamed of his attempted deception, he states, “I’m sorry but I thought you knew the score.” The character’s intentions were rather obvious and decidedly less than honourable. None of these given examples could be considered shocking or explicit in any form – far from it; but with G.I. Blues particularly, it was a strange choice of story with which to initiate a “family” image. However, the film was hugely successful and firmly re-established Elvis as a leading box-office attraction.
 
                                              

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