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julho 05, 2013

Livro The Best Of Elvis - O TIPO DE MÚSICA




Dando continuidade a nossa saga de resumir o livro The Best of Elvis, trago mais uma parte do capítulo O Tipo de Música

Ed Sullivan tinha-se recusado a ter Elvis no seu programa até se aperceber como a popularidade dele era tão grande. Cedeu e teve Elvis em três dos seus programas. Na terceira e última apresentação, Sullivan mostrou Elvis apenas da cintura para cima, porque tinha recebido queixas de alguns telespectadores.

Com toda a nação ansiosa sobre a influência de Elvis, ele apresentou uma rendição espantosa de Peace In The Valley. O público foi completamente apanhado de surpresa e amou. A última coisa que os críticos de Elvis estavam à espera era de uma canção gospel. Como podiam os pais queixar-se se as suas filhas viam este jovem cantando um hino religioso tão bem? Ed Sullivan disse então ao público que Elvis era um rapaz decente e simpático e que tê-lo no seu programa tinha sido uma das melhores experiências que já tivera com um grande nome da música. Foi um ponto de viragem para Elvis. A geração mais velha começou a pensar nele mais como um artista e menos como uma ameaça à decência.

 
 Foi um passo muito ousado – o de um cantor de rock and roll cantar uma música gospel num programa de televisão nacional. No entanto, a sua atuação foi bem sucedida porque a sua paixão religiosa conseguiu passar muito claramente. Depois do programa, a RCA recebeu mais pedidos de gravações religiosas de Elvis e os Jordanaires gravam com ele o seu primeiro EP de música sacra também intitulado Peace In The Valley.
Elvis iniciava todas as suas sessões de gravação cantando música gospel com o quarteto. Era a sua forma de se preparar. D.J.Fontana, o seu baterista, recorda, “Uma coisa que ele amava fazer era sentar-se e cantar gospel. Tínhamos mais problemas com isso do que com qualquer outra coisa quando íamos para Hollywood para gravar aqueles filmes. A primeira coisa que Elvis ia querer fazer era tocar música gospel. Tocávamos durante horas e o pessoal dos filmes ficava aborrecido. Para eles aquilo era tudo uma questão de dinheiro. Tinham medo de dizer alguma coisa a Elvis, por isso, vinham falar conosco e imploravam-nos para parar. Mas eu disse a uma dessas pessoas, ‘Ele é o homem que me paga. Se ele quiser cantar gospel o dia inteiro, é o que vou tocar.’” Quando Elvis ouviu as queixas, saiu do estúdio, visivelmente zangado. No dia seguinte, voltou para trabalhar e a gerência cedeu às suas necessidades. Elvis podia cantar gospel as vezes que desejasse.
 

 

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