Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

junho 05, 2013

Livro elvis The Best - A Imagem



Hoje vou dar continuidade ao resumo do livro The Best of Elvis, na parte A imagem.
Elvis não se impressionava com o estatus social. Muito cedo na sua carreira teve de aprender a ser tratado como uma celebridade. Em algumas das festas que dava em Graceland Elvis entrava numa sala e, de repente, todos os risos e conversas paravam. Todos os olhos estavam fixos nele, à espera do seu movimento seguinte. Ele reagia com uma piada, “Porque estão me olhando? Não fiz nada.”

Muito embora deslumbrasse praticamente toda a gente com quem se encontrava, sabia muito bem como pôr as pessoas à vontade. Elvis apercebia-se do poder que tinha sobre elas e tentava adaptar-se a elas. A palavra que mais comumente é utilizada para descrever Elvis pelas pessoas que o conheceram é humilde. Muito embora o seu nome fosse o mais conhecido no mundo, não se comportava como se estivesse à espera que as pessoas soubessem quem ele era. Abordava uma pessoa, estendia a mão e dizia calorosamente, “Olá, meu nome é Elvis Presley.”

Essas poucas palavras deixavam uma impressão muito forte. Joe Kent era um rapazinho quando conheceu Elvis. Uma noite a sua mãe lhe disse que tinha de tomar banho, pois tinha um encontro com Elvis, que vinha buscá-la. Joe pensou que aquilo nada mais passava do que uma trama para o colocar na banheira. Não acreditou na mãe até ver o Stutz Blackhawk entrar no caminho de acesso. Quando Joe foi abrir a porta, Elvis esticou uma mão e despenteou-lhe o cabelo enquanto se apresentava. Joe riu, pois se lembrou do tempo que a sua mãe tinha passado a penteá-lo. Antes de sair, Elvis levou Joe até ao caminho de acesso para lhe mostrar o seu carro. As recordações que Joe tem dessa noite são vívidas. Lembra-se de como Elvis era tão simpático. Sentiu-se impressionado com a aparência dele, pois devia ser o homem mais limpo que já tinha visto na vida. A maior parte dos homens com quem convivera pertenciam à classe trabalhadora e, normalmente, tinham sujeira sob as unhas. As mãos estavam perfeitamente tratadas. Mas, principalmente, lembra-se do tempo que passou com ele e que parecia realmente interessado em tudo aquilo que tinha para dizer.

Elvis tinha um jeito particular de fazer cada pessoa sentir-se especial, por mais breve que o seu encontro com ele pudesse ser. Um jornal descreve o retorno de Elvis da Alemanha. “Um dos rostos no meio do mar de gente que se premia de encontro à armação de aço para ver Elvis Presley passar pertencia a uma moça de cerca de vinte anos, rechonchuda e baixinha, de óculos. A jovem empurrava-se com força de encontro ao gradeamento e esticou uma mão. O jovem sorriu-lhe, pegou brevemente na sua mão e seguiu caminho. Durante um segundo os olhos dela seguiram-no. Depois fechou os olhos, premiu os lábios e ficou parada, a tremer. Durante cerca de meio minuto ela ficou assim, depois começou a chorar.”