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junho 06, 2013

Livro The Best of Elvis



A segunda parte do tópico A Imagem do livro The Best of Elvis

 
Elvis dava-se o mais que podia às pessoas. O seu charme era natural e sincero. Não fazia teatro, num sentido, era como se estivesse sempre “sobre o palco”, tentando viver à sombra da sua imagem. Em público, andava sempre imaculadamente vestido, porque se esperava que ele tivesse sempre o aspecto de uma estrela. Ele tinha consciência de todas as palavras que dizia, pois sabia que se expressasse raiva ou opiniões invulgares, seria citado nas notícias seguintes.

Devido ao fato de Elvis desempenhar o seu papel tão bem, poucos conseguiam ver para além da imagem “ELVIS!”, a estrela. Mas nem sempre gostava de estar sob as luzes. Em casa, ou com os seus amigos, queria descontrair-se e ser apenas “um dos rapazes.” Contava aos seus amigos que raramente tinha uma oportunidade para se comportar como um ser humano normal.

Elvis sabia que muitas das pessoas que andavam em Graceland estavam ali para gozar dos benefícios da sua fama. Eddie Fadal, que partilhou uma amizade íntima com Elvis desde 1956, disse: “Ele era uma pessoa calorosa, sensível, sincera e acreditava profundamente que os outros também eram assim. Aprendeu da forma mais dura que nem toda a gente é de confiança, especialmente alguns que o rodeavam, e que o usaram.” Elvis era vulnerável.

Elvis tinha muita dificuldade em desencorajar aqueles que não eram sinceros. Em vez disso, tratava-os como eles o tratavam. Aqueles que se comportavam para com ele como uma pessoa, normalmente eram tratados com respeito. Outros, que representavam para ele e o tratavam como uma estrela tinham normalmente mais exigências da sua parte. Uma vez ele disse: “Sou capaz de encontrar oito pessoas que saltam para ir buscar uma Coca-Cola, mas tenho muito poucos amigos.”

Talvez se esperasse demais dele. Os seus amigos mais íntimos aprenderam a protegê-lo do número infindável de pessoas que o queriam conhecer, tocar e falar. Algumas destas pessoas queriam mais de Elvis do que um simples aperto de mão e cumprimento. Ele era abordado para lhes darem dinheiro para iniciar negócios, fundar organizações religiosas, e até mesmo para ajudar a curar os doentes. Muito embora Elvis fosse muito caridoso – quando ouvia contar que alguém tinha problemas, sentia a sua dor – as constantes exigências tornaram-se um fardo terrível.

Enquanto estava no Exército, Elvis comentou: “Tenho muita mais liberdade pessoal que do que tinha antes. Claro que tenho de fazer o que me dizem para fazer durante o dia, ou quando estou de serviço, mas fora das minhas horas de serviço, sou livre para fazer o que quero. Antes tinha de ser protegido para onde quer que fosse. Contratavam-se polícias para guardar o hotel onde estivesse e nunca podia sair em público sem ser perturbado. Calculo que essas coisas tivessem mesmo de ser feitas. Mas esse tipo de proteção pode ser tão isolante. Passado um tempo uma pessoa sente-se muito sozinha.”

Quando Elvis regressou à sua carreira depois de sair do Exército, nunca mais voltou a gozar desse tipo de liberdade. Ele sentia saudades de uma existência mais simples. O seu local de nascimento, Tupelo, no Mississippi, estava muitas vezes no seu pensamento, lembrando-o de outro tempo, quando ninguém era melhor do que ninguém, quando toda a gente lutava para sobreviver. Em 1961 perguntaram a Elvis se ele sempre sentira que Memphis era o seu lar. Ele respondeu: “Sim, senhor, gosto de trabalhar na Califórnia, mas quando um filme acaba, estou desejoso de sair de lá e de voltar para casa, pois também estou muito perto de Tupelo. Conheço muita gente lá. Todas as pessoas com quem fui criado ainda vivem lá, nas mesmas casas.”

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