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maio 29, 2013

Livro The Best of Elvis



Dando continuidade ao resumo do livro "The Best of Elvis, posto a segunda parte de:

A SUA PERSONALIDADE
UM JOVEM DESTACADO DA AMÉRICA

Há uma experiência na vida de Elvis que pode muito bem descrever o seu melhor. No dia 16 de janeiro de 1971, Elvis recebeu o que ele considerou a maior honra da sua vida. Foi nomeado um dos “Dez Jovens Mais Destacados da América”. Este prêmio é uma conquista que transcendeu o papel de Elvis como artista e reconheceu também as suas qualidades pessoais.
Para selecionar estes homens, a Jaycees dos Estados Unidos nomeia homens com menos de 36 anos que sejam considerados exemplares nos seus campos de ação. Alguns nomes passados que foram agraciados com este prémio: John F. Kennedy, Robert Kennedy, Nelson Rockerfeller, Orson Welles, Howard Hughes e outras figuras notáveis. Foram escolhidos por representarem “os ideais jovens que são vitais para o crescimento da América”.
O Presidente da Jaycees naquele ano, Gordon Thomas, anunciou a seleção. “Estes homens, os melhores que a nossa nação tem para oferecer, deram o seu melhor à sua nação”.
A Jaycees reconheceu Elvis como o maior artista do seu tempo, mas também o escolheu pela sua personalidade. No programa dos prémios, a Jaycees dizia, numa parte:
Ao longo da sua carreira, Elvis tem sido um dos residentes de Memphis, no Tennessee com maior sentido cívico, onde tem vivido desde o início da sua carreira. Ao contrário de muitos artistas, escondeu propositadamente muitos dos seus atos de filantropia que provavelmente lhe teriam conquistado muita publicidade. Os seus esforços a favor de projetos, tais como o programa de desenvolvimento da juventude na sua terra natal, Tupelo, no Mississippi, também têm sido significativos, muito embora muito pouco publicitados. Elvis é notado pela força do seu caráter. A sua lealdade para com os amigos é lendária.
Todos os outros nomeados em 1971 dizem que a experiência foi inesquecível, mas apenas devido à presença de um homem: Elvis Presley. Muitas pessoas duvidavam que ele chegasse sequer a aparecer na convenção. Ele raramente tinha aparecido em pessoa para aceitar um prémio. Foi Bill Morris, ex-Xerife do Condado de Shelby, que tinha convencido o seu amigo Elvis a participar. Elvis cedeu relutantemente à nomeação em 1970. Ele achava que todos os outros candidatos tinham conquistado muito mais do que ele. Eram todos formados na universidade. Elvis via-se apenas como um artista.
Estar na presença destes homens confiantes e profissionais, honrou Elvis profundamente. Os outros nomeados aceitaram Elvis como um igual. Elvis apreciou muito isso e comentou inúmeras vezes como se sentiu impressionado com todos eles. Num dos poucos momentos da sua vida, sentiu-se descontraído e à vontade, pois a pressão estava sendo partilhada pelos outros nomeados; estavam todos sob as mesmas luzes. Durante as funções privadas da Jaycees, Elvis disse aos seus guarda costas para não interferir com ninguém que quisesse falar com ele. Ron Ziegler, um nomeado que era o secretário de imprensa do Presidente Nixon, recorda: “Elvis queria falar com qualquer pessoa que não pertencesse ao seu grupo. Era pacato e tímido, mas estava muito longe de ser aborrecido ou limitado. Todos nós nos sentimos muito emocionados com a sua presença”.

Quando Elvis e Priscilla se sentaram, foram imediatamente rodeados de fotógrafos. Elvis deixou que lhe tirassem fotos, mas depois pediu aos seus seguranças para tirar os fotógrafos e jornalistas. Insistiu nisso, pois não queria ofuscar a presença dos outros nomeados. Numa reunião fechada após o pequeno almoço, os delegados da Jaycees fizeram perguntas aos nomeados. Perguntaram a Elvis se ele achava que a música da atualidade tinha um efeito adverso sobre os jovens. Ele replicou: “Sim, não sou a favor da música que aprove as drogas ou o desrespeito para com a pátria. Acho que um artista serve para entreter e fazer as pessoas felizes.”
 
A todos os homens foi perguntado se faziam um compromisso religioso antes de iniciar alguma tarefa nas suas vidas. A maioria dos homens não falou muito sobre as suas fortes crenças religiosas. Elvis foi diferente. Não expressou a necessidade da existência de uma igreja organizada, mas sentia que a religião era muito importante na sua vida. Tinha pedido ajuda a Deus muitas vezes na sua vida para obter forças.
A imprensa foi iludida pelos seguranças de Elvis e não descobriram que ele organizou um cocktail em Graceland durante a parte da tarde para todos os nomeados, as suas esposas e os delegados da Jaycees. Elvis recebeu pessoalmente os seus convidados.
A festa decorreu na sala dos troféus. Frank Taylor, presidente da Jaycees, lembra-se como a sala era impressionante. “Era difícil para mim de acreditar, olhar para todos aqueles discos de ouro. Era inacreditável ver tantos discos de ouro e platina.” Elvis foi um anfitrião gracioso.
A cerimónia da entrega dos prémios teve lugar nessa noite, no Ellis Auditorium. Os nomeados sentaram-se pela ordem em que iriam ser chamados para receber o prêmio. Antes de serem chamados, passavam um filme de quatro minutos sobre cada um deles. Elvis iria ser o último a receber o prêmio. Frank Taylor notou que Elvis não parava de se remexer sobre a cadeira. Quando lhe perguntou se estava bem, Elvis replicou: “Estou cheio de medo. Nunca fiz nada assim antes na minha vida. Fico assim antes de qualquer espetáculo, mas tão nervoso assim, nunca estive”.
“Quando Elvis subiu até ao topo das escadas, a multidão ficou louca. Ele tinha uma maneira de ser que podia ser muito provocante – a forma como se movia, como estava, ou como virava a cabeça – era uma excitação tanto para as mulheres como para os homens. Os outros homens tinham-se vestido com smokings conservadores e quando as luzes brilhavam sobre eles, ficavam quietos e muito direitos. Elvis, não. Quando as luzes caíram sobre ele, a sua pose era provocante. Brilhava sobre o palco e as pessoas o amavam.” Elvis caminhou sobre o palco e nervosamente falou sobre a sua infância.
“Li gibis e  fui o herói dos gibis. Vi filmes, e fui o herói dos filmes. Por isso, cada sonho que sonhei tornou-se realidade cem vezes... E... estes senhores que aqui estão...” fez um gesto em direção aos outros vencedores e engasgou-se. Os olhos encheram-se de lágrimas. “Sabem, este é o tipo de pessoas que se preocupam. São dedicados. E vocês sabem que eles podem muito bem estar construindo o Reino dos Céus aqui na terra. Não é assim tão incrível para não acreditar.
“Gostaria de dizer que aprendi, muito cedo na vida, que sem uma canção o dia nunca chega ao fim, sem uma canção, um homem não tem um amigo, sem uma canção, a estrada nunca se curva, sem uma canção, é por isso que não deixo de cantar a canção.”

O prêmio da Jaycees é uma estatueta de prata na forma de duas mãos, estendidas e tocando-se. Na sua inscrição lê-se, “A esperança da humanidade reside nas mãos da juventude e da ação.” Hoje em dia a estatueta está exposta na sala dos troféus em Graceland. Os visitantes reparam nos arranhões e marcas que tem e perguntam, por quê? Porque Elvis levava a estatueta em todas as tournées, a todos os lugares para onde ia. Esteve sempre ao lado da sua cama, ao seu alcance, até ao dia da sua morte.

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